O erro não é o que significa. O que se deve investigar é o erro atrás do erro
O erro atrás do erro: escuta, suplência e o que ainda não foi dito Por Elielberth Falcão “ O erro não é o que significa. O que se deve investigar é o erro atrás do erro. ” Essa frase, dita por um paciente em sessão, reverberou em mim como uma espécie de dobra do dizer — um enunciado que carrega mais do que afirma, que escancara o que se recusa a ser simplesmente interpretado. Não importa tanto se tal formulação foi organizada por ele como defesa ou construção intelectual. O que me impressionou foi a potência do pensamento que ela produz. Há frases que tocam o analista como uma intervenção no próprio lugar de escuta. Não se trata do “dito”, mas do que ainda não foi dito — e talvez jamais o será. Nesse caso, não me interessa reduzir a frase a um sintoma, nem assumi-la como insight (ideia boa). Ela é, como muitas vezes ocorre no espaço analítico, um ato de linguagem que convoca o analista a uma posição subjetiva . Ali, me reconheci como o que Lacan chamou de Sujeito Suposto S...